POSITIVIDADE
Um belo dia eu acordei tão bonita, tão feliz, tão realizada, tão mulher que eu acabei me tornando mulher demais para ele. - Tati Bernadi
“Ele ficou me olhando, e eu o olhava. Minha mão procurou a sua, e a encontrou. Senti que agora era o seu coração que batia mais rápido - eu quase podia escutá-lo, porque estávamos de novo em silêncio. Minha alma, porém, estava tranquila, e meu coração em paz.”
~ Paulo Coelho (via desembarcou)


“Eu estava à toa e acabei lembrando dela. Dei três tapas no rosto e disse pra mim mesmo: Esquece, é impossível.
~ Matheus, 262º dia sem ela. (via lettres-a-paris)

“A primeira vez que a vi, tudo na minha cabeça ficou quieto. Todos os tiques, todas as imagens constantemente passando, simplesmente desapareceram. Quando você tem Transtorno Obsessivo Compulsivo, você realmente não tem momentos tranquilos. Mesmo na cama, estou pensando: será que tranquei as portas? Sim. Lavei minhas mãos? Sim. Mas quando a vi, a única coisa que conseguia pensar era na curva delicada dos seus lábios, ou no cílio na bochecha, o cílio na bochecha, o cílio na bochecha. Eu sabia que tinha que falar com ela. Eu a convidei para sair seis vezes em trinta segundos. Ela disse que sim depois do terceiro, mas nenhum deles parecia certo, então eu tinha que continuar. Em nosso primeiro encontro eu passei mais tempo organizando a minha comida por cor do que comendo, ou falando com ela… Mas ela adorou. Ela adorava que eu tinha que dar-lhe dezesseis ou vinte e quatro beijos de despedida se era quarta-feira. Ela adorava que levava muito tempo para ir para casa por causa das rachaduras na calçada. Quando fomos morar juntos, ela disse que se sentia segura, porque ninguém jamais nos roubaria já que eu definitivamente tranquei a porta dezoito vezes. Eu sempre olhava sua boca quando ela falava, quando ela falava, quando ela falava, quando ela disse que me amava, sua boca se curvava nos cantos. À noite ela deitava e ficava me olhando enquanto desligava as luzes. Acendia, desligava, acendia, desligava, acendia, desligava, acendia, desligava. Ela fechava os olhos e imaginava que os dias e as noites passavam em frente a ela. Algumas manhãs eu começava a beija-la, mas ela apenas saía porque eu a estava atrasando para o trabalho. Quando eu parei na frente de uma rachadura na calçada, ela apenas continuou andando. Quando ela disse que me amava sua boca era uma linha reta. Ela me disse que eu estava tomando muito do seu tempo. Na semana passada, ela começou a dormir na casa de sua mãe. Ela me disse que não deveria ter me deixado ficar tão apegado a ela, que a coisa toda foi um erro, mas… Como pode ser um erro que eu não tenha que lavar as mãos depois de tocá-la? O amor não é um erro, e está me matando que ela possa correr disso e eu não. Não posso, não posso sair disso e encontrar alguém novo, porque sempre penso nela. Normalmente quando fico obsessivo sobre as coisas, eu vejo os germes se esgueirando na minha pele. Vejo-me esmagado por uma sucessão interminável de carros… E ela foi a primeira coisa linda que eu já fiquei preso. Eu quero acordar todas as manhãs pensando na maneira como ela segura o volante, como ela gira os botões do chuveiro como se estivesse abrindo um cofre. Como ela sopra as velas, sopra as velas, sopra as velas, sopra as velas, sopra as velas, sopra as… Agora, só penso em quem a está beijando. Não consigo respirar, porque ele só a beija uma vez, ele não se importa se é perfeito! Eu a quero tanto de volta… Deixo a porta destrancada. Deixo as luzes acesas.”
~ Neil Hilborn   (via erzdiozese)


“Eu só confio nas pessoas loucas, aquelas que são loucas pra viver, loucas para falar, loucas para serem salvas, desejosas de tudo ao mesmo tempo, que nunca bocejam ou dizem uma coisa corriqueira,mas queimam, queimam, queimam, como fabulosas velas amarelas romanas explodindo como aranhas através das estrelas.”
~ Jack Kerouac   (via oxigenio-dapalavra)




“Eu não sabia explicar nós dois
Ela mais eu, por que eu e ela
Não conhecia poemas
Nem muitas palavras belas
Mas ela foi me levando
Pela mão.
Íamos tontos os dois assim ao léu
Ríamos, chorávamos sem razão
Hoje, lembrando-me dela
Me vendo nos olhos dela
Sei que o que tinha de ser se deu
Porque era ela
Porque era eu.”
~ Chico Buarque.   (via oxigenio-dapalavra)